• Onde estou? A presença social nos ambientes virtuais de aprendizagem

    Posted on agosto 28th, 2010 Glaucio J C Machado 2 comments

    Está chegando o mais novo livro deste blogueiro: Onde estou? A presença social nos ambientes virtuais de aprendizagem.

    Aguardem!

    Para maiores informações, utilize o formulário de contato do blog, clicando AQUI ou vá, acima, no cabeçalho da página em CONTATO

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  • Reflexões sobre a informática na educação infantil

    Posted on maio 27th, 2010 Glaucio J C Machado 1 comment

    Coisas de meninaUma das matérias deste blog versa, justamente, sobre a utilização da informática na educação infantil – leia “Trabalhando com Informática na Educação Infantil” clicando AQUI – porém, uma reflexão sobre a escola como agente socializador  e a formação do professor da educação infantil contribuem para aprofundar o entendimento da importância de trabalhar com a Informática na Educação Infantil. É óbvio que respeitar a maturidade que cada criança apresenta e suas fases de desenvolvimento são fundamentais para o êxito na empreitada e na articulação entre computador e criança, pois esta relação deve estar sintonizada com as necessidades da criança em aprender a conviver com o mundo que ela faz parte. Porém, ultrapassar esse limite pode ser danoso ao desenvolvimento, pois, o que uma criança deve aprender tem que estar bem sintonizado com sua faixa etária. Não adianta apresentar-lhes softwares ou comandos computacionais que elas não entendam, mas sim, tomar muito cuidado na escolha dos softwares e nas atividades que serão realizadas.

    Além do texto linkado acima, para ajudar na escolha de um software, leia também “A avaliação de um software educacional tanto para a modalidade presencial quanto para EAD” clicando AQUI

    A educação e as tecnologias são dois campos que desde há muito mantêm diálogo. Por vezes tenso, por vezes mais interativo. Várias terminologias são utilizadas para dar conta de tal conversa: tecnologia educacional, tecnologias da comunicação e informação, dentre outras. As terminologias não são apenas novos nomes; elas dizem de uma construção de conceitos e trazem em si uma história de relacionamentos e esse campo não é neutro, tampouco é novidade o fato de os intelectuais que pensam a educação e seus agentes estarem debatendo o tema de forma prolongada e incisiva. Nesse contexto, a Educação Infantil está e faz parte dessa discussão.

    Portanto, quando se fala em reflexões sobre a possibilidade dos professores de Educação Infantil trabalharem a informática educativa, fala-se não apenas do uso dos computadores nas salas de aula, mas também na contextualização e nos aspectos da contemporaneidade. Crianças e adultos têm em seu universo o uso do PC e essas máquinas estão, de alguma forma, presentes no cotidiano das pessoas e nas realidades simbólicas do que se pratica habitualmente.

    Mais um aspecto fundamental para essas reflexões são o entendimento do que é o “cibercidadão” e o “info-excluído”. Os primeiros são aqueles que conseguem compreender a cibercultura, avaliar seus benefícios e manter características de cidadão (em todos os aspectos) no mundo digital e nos seus produtos derivados. Os últimos são sujeitos que não podem ou não conseguiram adquirir conhecimentos ou meios para utilizarem, principalmente, a Rede de Computadores Conectados.  Estão à margem da sociedade do conhecimento e não se inserem naquilo que é muito específico dessa Era e onde essa está toda envolvida. Seja nas concepções políticas (e-governo), seja no comércio (e-comércio), seja no entretenimento (filmes, programas de TV online e etc), nas relações bancárias e nas redes sociais (orkut etc), sem falar nas possibilidades comunicacionais (softwares de mensagens instantâneas, telefonia por IP e etc) o não incluído digitalmente vive à margem dessas benesses, sofrendo com um distanciamento cada vez maior entre incluídos e excluídos, aumentando o fosso social e distanciando cada vez mais privilegiados de não privilegiados.

    Tomar

    Com isto, para construir uma sociedade de cibercidadãos e incluídos digitalmente se faz necessário a educação do usuário frente às questões éticas e morais que permeiam seu uso. Nesse sentido soma-se desde informações sobre escolha de softwares até como navegar na Internet e manter um nível coerente e digno da pessoa humano no seu uso. E só pode haver algum tipo de formação ética e moral em “locais” propícios para sua efetivação. É obvio que esses “locais” não são somente as salas de aulas, mas a escola não pode se eximir dessa tarefa e deixar para que outras instituições a faça. A escola é local eminentemente socializador e mantenedor das características sociais e culturais daqueles que a habitam, mas, em contrapartida, deve ela estar em sintonia com as exigências dos Tempos e prover aos seus membros condições favoráveis para uma vida digna e respeitosa. Nesse momento a formação do professor da educação infantil e as suas lógicas pedagógicas não podem ser algo separado das características da hodiernidade e, muito menos, manter-se alheia a ela. Escola e características da contemporaneidade que ela faz parte são situações incrustadas e articuladas. Assim, quando se fala em reflexões da Informática na educação está se falando dos tempos de hoje e de suas necessidades.

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  • Professor e Ambiente Virtual de Aprendizagem: a necessidade da vivência num AVA

    Posted on maio 24th, 2010 Glaucio J C Machado No comments

    A EAD possibilita encontros entre vários sujeitos que não estejam no mesmo lugar no espaço, mas sim no tempo. Isso potencializa a constituição de uma rede de relações e de interação não mais centrada em um sujeito professor, mas sim no grupo. Trabalhar na configuração de redes em que os autores se situam como nós de uma rede de conhecimento é a tônica da ação pedagógica na cibercultura.

    As interações em tempo real apontam para a possibilidade de tal construção. Entretanto, necesita-se de um acordo e de uma discussão e planejamento conjuntos de tal proposta, sob pena de se cair em um modismo improdutivo, pois, assim, se perde a noção de convivência digital entre sujeitos conectados por uma estrutura virtual de escala mundial e em constante evolução. Tal estrutura dá suporte à emergência de uma consciência distribuída entre milhares de pessoas, separadas por grandes distâncias, mas com capacidade de interagir como membros de uma comunidade.

    Tais preceitos, transladados para cursos de formação de professores vêm a trazer reflexões importantes para o campo da prática profissional. A vivência dos futuros profissionais da educação em AVA  (Ambiente Virtual de Aprendizagem) é fundamental, pois assim, será possível que cada um tenha um posicionamento sobre as potencialidades das ferramentas informáticas a serviço da educação. Sem a possibilidade de utilizar, propor e refletir sobre AVA, o discurso de professores torna-se estéril e panfletário. Sendo assim, a entrada e vivência da/na cibercultura é fundamental.

    Em pesquisas na graduação em psicologia e cursos de formação de professores, Maraschin & Axt (1999) discutem algumas experiências de uso de recursos informatizados ligados ao mundo da cibercultura (listas de discussão, Chat, fórum, ambientes virtuais) e apontam para a emergência de uma escrita auto-narrativa e autopoiética, centrada na experiência pessoal e grupal da comunidade virtual. Além disso discutem que constituem-se vínculos afetivos entre os participantes, a partir da potencialidade desagregadora e reflexiva oportunizada pelos recursos informáticos e por sua forma de uso a partir de proposta pedagógica baseada na autonomia e na construção do conhecimento. Os dados das pesquisas apontam a viabilidade de espaços em educação que descaracterizam a função de veicular informações pelo professor e apostam na construção de modos criativos de conhecimento.

    Tais aspectos são relevantes quando discutimos educação e a formação de professores, pois muitas são as propostas e idéias que estão sendo oferecidas sem que haja uma derivante mais profícua que leve em consideração a ecologia informática. É importante que a discussão sobre a relação sociedade, ensino e formação de professores adentre a universidade com mais afinco e seja mais contextualizada, a fim de que, de modo projetivo, recaia sobre os próprios objetivos e práticas de ensino-aprendizagem.

    No âmbito do ensino superior este quadro se alarga, tendo em vista que se trata de formação de profissionais, muitos deles com ações significativas no social, incluindo aí os campos da educação, saúde, esporte, política, economia, etc.. Falar de trabalho com tecnologias no ensino superior significa ampliar o uso e reflexão sobre o momento histórico em que vivemos e também a instrumentalização (uso tecnológico) na constituição de comunidades reflexivas e atuantes na mudança social. Como afirma Gadotti (2000), o trabalho pedagógico relaciona-se com a comunicação, que se fundamenta no diálogo, numa relação entre educador e educando, mediado também pelas tecnologias.

    Na formação de professores, muitas vezes, a leitura da tecnologia é feita sob a égide do tecnicismo, ou, poderia-se falar numa filosofia da educação incrustada num tipo de “new-tecnicismo” ou “tecnicismo atualizado”. Tal leitura é parcial e atemporal, pois o tecnicismo foi um dos usos iniciais da tecnologia na educação. Desde lá, muito foi construído, incluindo aí a importância da discussão sobre a pedagogia escolhida e trabalhada. Aliar tecnologia e pedagogia a serviço da construção do cidadão parece ser a aposta dos tempos atuais. Para tanto, existem vários aplicativos que estão sendo disponibilizados. Muitos deles, porém, explicitam a abordagem pedagógica, mas não a utilizam plenamente no planejamento, desenvolvimento e implantação dos sistemas digitais. Torna-se fundamental, neste contexto, analisar os produtos informáticos na sua proposta, a relação pedagógica e visão de mundo na qual se quer inserir.

    Se estamos na sociedade informacional, como afirma Castells (2000), a formação de professores é um caminho essencial a trilhar, capacitando os formadores a refletir e utilizar tecnologias, bem como a lógica do seu uso no campo político-sociológico ao inquirir a forma que se deve utilizar, infoincluindo, ou apenas fazendo uso da tecnologia como aporte pedagógico sem uma caracterização ou uma indicação mais social ao seu uso, ou até mesmo, não a utilizando, descartando-a completamente, fazendo uma opção ao tradicionalismo estremo do uso pedagógico, numa alusão aos tempos idos em que livro, caderno, caneta/lápis eram e são os únicos materiais necessários para uma educação de qualidade.

    Leia o artigo completo clicando AQUI

    _______________________

    AXT, Margarete e MARASCHIN, Cleci (1999): “Narrativas avaliativas como categorias autopoiéticas do conhecimento”, in Revista de Ciências Humanas, vol. 1, n.º 1, pp. 21-41.
    CASTELLS, Manuel (2000): A sociedade em rede. A era da informação: economia, sociedade e cultura, vol. 1. São Paulo, Paz e Terra.
    GADOTTI, Moacir e colaboradores (2000): Perspectivas atuais da educação. Porto Alegre, Artes Médicas Sul.

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  • Trabalhando com fotografias digitais na educação – 2

    Posted on maio 17th, 2010 Glaucio J C Machado 4 comments

    Ainda sobre formas de se trabalhar com fotografia digital na educação – leia outro artigo sobre o tema, clicando AQUI – nos dias 13 e 14 de março iniciei uma oficina, dividida em 3 encontros, com professores da rede pública do Estado de Sergipe, patrocinada pela Divisão de Tecnologia e Informática da SEED (Secretaria Estadual de Educação/SE).

    A oficina é dividida em:

    . módulo básico (onde se entende as razões do uso da fotografia na educação e noções básicas de fotografia)

    . módulo intermediário (onde os professores irão por em prática o que aprenderam no módulo básico)

    . e o módulo avançado (o uso do software de edição de imagem para a melhoria das fotografias tiradas no momento do módulo intermediário).

    Algumas alunas da oficina

    Portanto, este curso/oficina serve para operacionalizar o professor quanto ao uso da câmera digital e como aproveitar a fotografia para atividades nas escolas.

    Clicando AQUI você poderá baixar o material do primeiro módulo

    Atenção: para não perder muita qualidade nas fotografias o arquivo é relativamente grande (15 mega), portanto, poderá demorar um pouco para terminar o download.

    E, aproveite também, e faça o download de uma publicação da Pro-Teste (Fotografia Digital – truques fáceis e rápidos para imagens perfeitas) clicando AQUI

    Bom divertimento!

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  • A interação nos ambientes virtuais

    Posted on maio 13th, 2010 Glaucio J C Machado 3 comments

    O surgimento e desenvolvimento de AVA (Ambientes virtuais de aprendizagem), veio trazer para a EAD (Educação a Distancia) uma formulação mais atualizada que interage com as novas possibilidades surgidas pela informática na educação e, em particular, com o uso da Internet. É uma “EAD atualizada” e condizente com o que o mundo informático pode oferecer, oportunizando a muitos, condições de aprendizado.

    Os AVA que possibilitarem o estímulo e a inovação do processo de ensino-aprendizagem mediada por computadores em rede podem ser um instrumento muito importante para a educação e, seu surgimento, desenvolvimento e propagação, podem criar condições favoráveis para uma educação de qualidade e democrática.

    Porém, a aprendizagem não se faz e nem acontece apenas pura e simplesmente nos ambientes, sejam eles físicos ou virtuais. Ela é um emaranhado de ações, reações e interpolações de fenômenos e acontecimentos psico-político-sócio-culturais no interior desses ambientes. Em particular há de se perguntar como é possível haver relações interpessoais nos AVA e como elas podem interferir positivamente ou negativamente na aprendizagem online?

    Um modelo para entender as relações educacionais na Rede é o da “comunidade  de inquirição” (community of inquiry), proposto por Garrison et.al. (Rourke, Anderson, Garrison e Archer, 2001). Essa comunidade é constituída por um grupo que se relaciona  através da comunicação – perguntas e respostas às colocações dos outros membros. Neste sentido, inquirição não se relaciona a inquerir enquanto fazer o outro passar por  um inquérito policial, por uma sindicância ou mesmo interrogatório, como se poderia supor num primeiro momento. Inquerir é tomado dentro do contexto de uma comunidade de sujeitos que interagem, vistos a partir de uma abordagem transacional de educação. Os atores dessa comunidade são professores e alunos, sendo que há diferenças entre as atividades desempenhadas por ambos, porém é possível haver um trânsito nestas funções, tendo em vista que o conhecimento não está alocado em apenas um dos pólos (professor ou aluno).

    Na formação no ensino superior – seja na formação online ou presencial – alguns elementos importantes atuam na aprendizagem e atuam na formação de uma comunidade, a partir da articulação de três elementos básicos: presença cognitiva, presença social e presença de ensino.

    A presença cognitiva refere-se à construção de significados pelos participantes da comunidade, o qual se dá a partir da comunicação. A presença social refere-se à  projeção individual dos participantes enquanto sujeitos tanto nos seus aspectos emocionais quanto sociais. A presença de ensino, por sua vez, refere-se ao grau com que o professor concebe, planeja e facilita a aprendizagem na comunidade. Esta é composta por três categorias, nomeadamente: concepção (design) e organização, facilitação do discurso e ensino direto. Estes itens relacionam-se, sendo que um serve de suporte para o outro e possibilita mesmo a emergência do outro.

    Alguns estudos sugerem que ambientes mediados por computador são capazes de suportar interação interpessoal afetiva, nomeadamente em estudos que envolvem ambientes educativos. Por exemplo, os estudos de Angeli, Bonk e Hara (1998), citados por Rourke, Andreson, Garrison e Archer (2001) apontam que em determinado ambiente, 27% do total de mensagens continha expressões de sentimentos, anedotas, comprimentos e outros. Em pesquisas na graduação em psicologia e cursos de formação de professores, Maraschin & Axt (1999) relatam a emergência de uma escrita auto-narrativa e autopoiética, centrada na experiência pessoal e grupal da comunidade virtual. Além disso, discutem que se constituem vínculos afetivos entre os participantes, a partir da potencialidade desagregadora e reflexiva oportunizada pelos recursos informáticos e por sua forma de uso a partir de proposta pedagógica baseada na autonomia e na construção do conhecimento.

    Peter Berger e Thomas Luckmann (2004) afirmam que a presença social é permeada pela formação de um mundo coerente que dê sustentação e significado a cada um de seus membros e esse mundo é objetivo e subjetivo, no qual a experiência é fator fundamental para a criação da realidade. O sujeito e o objeto da experiência se perfazem de maneira “interativa”. Para esses autores, a possibilidade de interação social só pode ocorrer quando houver o encontro real e pessoal com o outro. Para eles, a linguagem é fator preponderante na objetivação da vida, pois ela sustenta e dá significado à existência. A possibilidade da vida ter significados para os indivíduos está na criação de uma “estrutura de plausibilidade” onde a plausibilidade é a capacidade de tornar o mundo algo possível e compreensivo, sendo uma questão de conservação e de transformação da realidade subjetiva – a base social específica e os processos sociais exigidos para sua conservação.

    A necessidade de confirmação, identificação e conservação estão presentes na conversa – o veículo mais importante para a conservação da realidade. A simples conversa, inclusive a corriqueira, marca essa necessidade de identificação do indivíduo com seu mundo (em amplo aspecto). Conservá-lo é encontrar-se, estar em sintonia com seu próprio pensamento.   A conversa significa que os indivíduos se interagem e nessa conversa está a fala e a comunicação não verbal. Para manter a realidade subjetiva, a conversa deve ser com continuidade e coerência, pois se houver rupturas podem representar ameaças para a paz subjetiva, portanto deve ser constante.

    Essas ameaças ocorrem não apenas com o mais importante veículo para a conservação da realidade, mas com qualquer outro que interrompa a definição da realidade na consciência. Desta forma, há a possibilidade da realidade subjetiva ser transformada, o que Berger e Luckmann chamam de “alternação”. A alternação, ou seja, a transformação, é o caso extremo da modificação. Caso que qualquer indivíduo por viver em sociedade está sujeito a sofrer. Para que ela ocorra há a exigência de processos re-socializadores. A conversão religiosa é um exemplo clássico de alternação. A conversão para ser bem sucedida, como a alternação, exige a inclusão de condições sociais e conceituais. A condição social mais importante é a possibilidade de dispor de uma estrutura efetiva de plausibilidade, isto é, uma base social que sirva de  “laboratório da transformação”. Essa estrutura de plausibilidade será oferecida ao indivíduo pelos outros significados com os quais deve estabelecer forte identificação afetiva. Não é possível a transformação radical da realidade subjetiva (incluindo, evidentemente, a identidade) sem esta identificação, que inevitavelmente repete as experiências infantis da dependência emocional com os outros significados. Estes últimos são os guias que conduzem à nova realidade. Representam a estrutura de plausibilidade nos papéis que desempenham com relação ao indivíduo (papéis tipicamente definidos de maneira explícita em termos de função re-socializante) e, mediatizam o novo mundo para o indivíduo.

    Outra ajuda efetiva para a compreensão do mundo virtual está em Howard Rheingold (1996) que retrata o ciberespaço como um local possível de existir sentimentos comunitários. Refere-o enquanto um ambiente onde há interações sociais e destaca que a possibilidade de encontro e de sentimentos afetivos é absolutamente possível. Além de descrever sua própria trajetória e experiência na Rede, esse autor traz alguns conceitos relevantes. Para ele “as comunidades virtuais são os agregados virtuais surgidos na Rede, quando os intervenientes de um debate o levam por diante em número e sentimentos suficientes para formarem teias de relações pessoais no ciberespaço” (Rheingold, 1996, p. 18.), sendo que, para que exista a construção da comunidade, deve haver entre seus membros ações cooperativas que determinem criação de “bens coletivos”.  A comunidade virtual é um “lugar”, como um bar ou uma praça. É um local de encontro onde as pessoas se dirigem para obter algum tipo de situação, seja ela informação/conhecimento, entretenimento ou qualquer outro: só existe sentimento de comunidade se houver uma ação coletiva na sua construção. Para que haja essa ação é necessário que exista comunicação entre seus membros e a comunicação escrita é autêntica na efetivação e sustentação da comunidade virtual, pois cria diálogos capazes de dar significação e estruturação assim como ocorre com a comunicação verbal em outros tipos comunidade.

    Na lógica de Rheingold, a escrita é fator preponderante na significação dos sujeitos nos ambientes virtuais e na construção dos seus locais coletivos. Portanto, ela ocupa e se torna a linguagem necessária para a conversa, criando a possibilidade de encontro para a objetivação da vida e para o surgimento das estruturas de plausibilidade.

    Ao versar sobre o tema interação está se falando de experiências onde o que prevalece são as manifestações da cultura de seus envolvidos. Em qualquer ambiente virtual os participantes sempre estarão impregnados dessas manifestações que receberam nos seus processos de socialização, sendo decorrente a vontade de estreitamento de vínculos de amizade nos momentos em que os indivíduos passam a conviver com mais freqüência nos ambientes, ainda mais se passarem a percebê-lo como um “lugar”. Os propósitos que levam a interação no mundo ocorrem também nos AVA’s, pois são propósitos imanentes da cultura de seus sujeitos.

    A realidade empírica da construção humana do mundo é sempre social, assim, falar em interações humanas, seja em qual ambiente for, estará sempre presente a participação incondicional das “heranças socializantes”. E esta, por sinal, resulta a complexidade da sociedade, fundando-a e estabelecendo-a. Portanto, toda a produção humana só pode existir na e pela sociedade. A sociedade se erradia na exteriorização do homem e se estabelece na sua objetivação. Essa objetivação é o mundo humanamente constituído e atinge o caráter de realidade objetiva.

    Berger e Luckmann afirmam que o mundo cultural é produzido coletivamente e que permanece real devido ao reconhecimento coletivo. Dessa forma, estar na cultura significa o compartilhamento de um mundo particular objetivo. As estruturas de plausibilidade se mantêm quando os acontecimentos ocorridos no grupo encontram com os acontecimentos da vida cotidiana e real dos membros da comunidade virtual. Ou seja, mesmo na virtualidade os encontros continuam indicando a simbologia necessária para o entendimento da vida.

    Para saber mais, clique AQUI e leia o artigo completo

    AXT, M; MARASCHIN, C. Prática pedagógica pensada na indissociabilidade conhecimento-subjetividade. Revista Educação & Realidade, 22, 1, jan/jun, 1997, 57-80.

    BERGER, P. e LUCKMAN, T. A construção social da realidade. 2ª ed. Lisboa: Dinalivro, 2004.

    RHEINGOLD, H. The Virtual Community. Disponível em <http://www.well.com/user/hlr/vcbook>, data de acesso: 24/07/1999

    RICHARDSON, J.; SWAN, K. (2003). Examining social presence in online courses in relation to students’ perceived learning and satisfaction. JALN, volume 7, issue 1,february, p. 68-84.

    ROURKE, L.; ANDERSON, T.; GARRISON, R. ARCHER, W. (2001). Assessing social presence in assynchronous text-based, computer conference. Journal of Distance Education, 14,  2, 2001.

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  • Dicas de aulas e uso dos laboratórios de informática nas escolas

    Posted on maio 10th, 2010 Glaucio J C Machado 7 comments

    O blog “Educação e Ciberespaço” ao longo de sua existência vem apresentando algumas dicas de atividades para serem trabalhadas nos laboratórios de informática nas escolas.

    Essas dicas são importantes, pois, ajudam o professor a entender a dinâmica de uma aula no laboratório, bem como, saber utilizar os vários recursos que ele oferece.

    E se quiser saber mais sobre como avaliar um software para uso educacional, clique AQUI

    Para montagem, instalação e compra de equipamentos para laboratórios de informática nas escolas, siga os links abaixo:

    Laboratórios de informática nas escolas – algumas reflexões e dicas – 1

    Laboratórios de informática nas escolas – algumas reflexões e dicas – 2

    24 passos para a montagem de um laboratório de informática na escola

    E, abaixo, as dicas de aulas para laboratórios de informática nas escolas do blog “Educação e Ciberespaço” até 09/05/2010:

    Trabalhando com blogs na educação – 1
    Trabalhando com Blogs na Educação – 2

    Os blogs começaram como um diário online e, hoje, são ferramentas indispensáveis como fonte de informação e entretenimento. O que era visto com certa desconfiança pelos meios de comunicação virou até referência para sugestões de reportagem.

    A linguagem utilizada pelos blogueiros foge da rigidez da praticada nos meios de comunicação deixa o leitor mais próximo do assunto, além da possibilidade do diálogo entre comunicador e audiência. Grande portais de notícias veiculam com frequência informações de blog e dão crédito ao jornalista. Muitos sites oferecem gratuitamente serviço de hospedagem de blog com ferramentas que ajudam na configuração da página na web. No Brasil, o  blogspot é um dos serviços mais utilizados, porém, há muitos outros.

    Mas é necessário afirmar que trabalhar com blogs na educação não é algo mais inovador, já que, muitos profissionais do ensino de diversas áreas, estão utilizando a ferramenta para realizar atividades, porém, não deixa de ser, ainda, uma novidade para muitos e uma descrição da metodologia utilizada  e seus problemas pode ser lida aqui.

    Trabalhando com fotografias digitais na educação

    Trabalhar com fotografias tiradas pelos próprios alunos ajuda a aguçar o “olhar” compreendendo melhor o universo que estão pesquisando, pois, a partir do rumo que a atividade propõe, o aluno é obrigado a procurar detalhes e analisar minúcias que nem sempre conseguiria enxergar, já que o ato de fotografar mostra que a realidade pode ter inúmeros ângulos e múltiplas faces.


    Trabalhando com games (jogos) na educação – 1
    Trabalhando com games (jogos) na educação – 2

    Trabalhar com jogos como os exemplificados nos links acima é um ganho de qualidade nas matérias que eles podem estar relacionados. Inclusive permite  trazer para o interior da Instituição de Ensino situações que são do dia-a-dia do aluno, afinal, a grande maioria deles jogam e gostam de jogos. Da mesma forma que desmistifica o ato de jogar e dá a ele uma ação educacional, aproveitando, o que  cada um tem de bom e adaptando à realidade do ensino. Muitas disciplinas podem tirar proveito desses jogos, mas para se aventurar numa atividade como estas precisa, o professor, ser também um jogador.

    Trabalhando com Informática na Educação Infantil

    Um dos maiores “burburinhos” no meio educacional é como proceder com a Informática na Educação Infantil. Alguns, radicalmente contra, outros, totalmente a favor e alguns, nem contra nem a favor, ou seja, não há unanimidade quanto este uso. Mas um fato é que estes alunos estão vivenciando seu mundo e este mundo tem a Informática como algo fundamental na existência. E, sem contar, a própria curiosidade dessa faixa etária ao ver os pais, irmão, familiares e etc, trabalhando, se divertindo, comunicando com um PC ou um notebook. E eles querem participar, afinal, devem pensar “também sou filho de Deus”…

    Mas como professores e escola devem proceder com tais máquinas e os pequenos? Veja no link acima algumas dicas.

    ____________________

    Bom proveito e brevemente mais “dicas para trabalhar no laboratório de informática nas escolas”

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    Tecnologia para a educação , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
  • Trabalhando com games (jogos) na educação – 2

    Posted on abril 29th, 2010 Glaucio J C Machado 2 comments

    Ao publicar a matéria Trabalhando com games (jogos) na educação – 1 – Clique AQUI para ler a matéria – o blog vem agora apresentar um vídeo sobre a “Era dos Videogames” realizado pelo Discovery Channel.

    Este vídeo é importante que o professor veja para que  adquira noções  sobre algumas estruturas de videogames ou jogos para PC e, assim, possa ter subsídios para avaliar os games e orientar seus alunos sobre o uso de alguns, criando no ambiente escolar uma forma de senso crítico na escolha dos jogos por parte dos educandos, bem como, por parte dos professores e pais.

    Dizer ao aluno que o jogo eletrônico é algo ruim ou viciante ou, simplesmente, ignorar a sua presença na vida deles não está mais na pauta do dia. Os jogos são usados pelos alunos e eles gostam, portanto, a escola deve interferir de forma educativa nesse contexto auxiliando nas capacidades que os educandos e pais possam ter para escolher aqueles que vão entrar nos lares e, portanto, serão jogados pelos moradores.

    Infelizmente, nas Instituições de Ensino o diálogo entre alunos e jogos não é realizado na sala de aula, porém, nos horários de intervalos entre os discentes este assunto é forte e está em praticamente todas as rodas de conversa. Portanto, a escola deve criar mecanismos de educação para orientar os usuários e seus pais (quando estes também não são usuários) na escolha de um jogo certo, coerente e que não traga mais violência e nem desrespeito a minorias e grupos religiosos. É um fato a questão que a escola deva estar envolvida neste diálogo, visto que, a instituição de ensino não pode mais ignorar ou deixar de atingir tal tema.

    O vídeo abaixo é uma verdadeira aula sobre videogames e elucida muitas aspectos importantes para ajudar no debate e na compra coerente e inteligente de jogos por parte da comunidade que a escola atinge.

    O ideal é que fosse visto por um grupo de professores e esses realizassem um debate levando em consideração alguns pontos, tais como:

    - A cultura digital

    - O recrutamento.

    - A importância da simulação para a educação, ultrapassando a lógica do vídeo que é a simulação para a guerra, mas atingindo outras formas onde ela possa ser importante,  pesquisando sobre os vários programas de simulação que existem e que possam ser  utilizados nas aulas  nos laboratórios de informática das Instituições de Ensino. Há vários repositórios de objetos de aprendizagem, entre eles o CESTA que poderá encontrar alguns softwares de simulação; na área de Física e Química existe o LABVIRT da USP – clique AQUI para conhecer

    - E, por fim, debaterem a importância da utilização do videogame e jogos para PC para fins educacionais, numa tentativa de ser um contraponto à forma indiscriminada e às vezes exagerada da indústria de entretenimento.

    Vale a pena assistir!

    Uma dica para assistir vídeos para quem não tem uma Internet muito veloz: clique em  (play) e assim que o vídeo começar, clique em (pause) e deixe o vídeo carregando. Quando terminar de carregar, clique novamente e assista tranqüilamente seu vídeo. Esse procedimento não deixa o vídeo ficar “travando” nos dando mais conforto na visualização.

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    Atenção o player acima (onde está o vídeo) pode demorar a aparecer, portanto, espere alguns instantes e se não aparecer a imagem do vídeo, mas uma outra qualquer, clique na tela do player que o vídeo inicia.

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